Cuidados
Síndrome de hiperestimulação ovariana
Síndrome de hiperestimulação ovariana
A Síndrome da hiperestimulação ovariana (SHO) é uma complicação rara, iatrogênica para estimulação ovariana pela tecnologia de reprodução assistida. Esta síndrome é caracterizada pelo alargamento do ovário devido a vários cistos ovarianos e uma mudança de fluido aguda no espaço extravascular.
Após a indução de gonadotrofinas, a SHO se desenvolve vários dias após a recuperação dos ovócitos quando há altas doses de estímulo. As mulheres normalmente geram um óvulo por ciclo, mas altas doses de estímulo podem ajudá-las a produzir de 20 a 30 óvulos ou até mais. Por outro lado, mulheres que recebem médias ou baixas dosagens produzem de 8 a 15 ovócitos.
Altas doses de estimulação levam à SHO em 10% das pacientes de fertilização in vitro. Os ovários ficam inchados e pode vazar fluido no tórax e no abdômen. Os sintomas podem ser leves ou graves e, em casos raros, a SHO pode ser fatal
Fisiopatologia da Síndrome de hiperestimulação ovariana
Sua fisiopatologia relaciona-se ao extravasamento de fluidos do espaço intravascular para o espaço extravascular com acúmulo de líquidos, causando ascite, derrame pleural, pericárdico etc. O acúmulo de líquidos é associado a uma profunda depleção do volume intravascular e hemoconcentração.
Existe 2 formas clínicas principais da SHO. A precoce e tardia. A SHO precoce é induzida pelo hCG exógeno administrado para a maturação ovocitária final, ocorrendo geralmente dentro de 3-7 dias após o hCG e a tardia é induzida pela gravidez, ocorrendo em cerca de 12-17 dias após o hCG, e é desencadeada pelo hCG endógeno produzido pelo tecido embrionário.
Acredita-se que, com a ação do hCG na granulosa (camadas de células foliculares), ocorra a produção e liberação de substâncias vasoativas, como por exemplo, o VEGF (fator de crescimento vascular endotelial). Este tem ação em receptores endoteliais, levando ao aumento da permeabilidade vascular. Deste modo, quando se tem muitos folículos, a produção desse mediador estará muito aumentada e, portanto, ocorrerá um aumento importante da permeabilidade vascular.
Como prevenir a Síndrome de hiperestimulação ovariana?
A SHO é a complicação mais comum nos tratamentos de reprodução humana assistida, porém preocupante, principalmente quando a estimulação é realizada com doses exacerbadas de gonadotrofinas. Casos leves têm frequência de até 20%, moderados de 3-6% e em sua forma mais severa, ocorrem entre 0,5% e 2% dos ciclos de estimulação ovariana.
Contudo, a prevenção para a SHO deve passar por um bom planejamento da estimulação ovariana. Por isso, é muito importante escolher um bom especialista no assunto. Você deve se sentir segura ao iniciar o tratamento a fim de alcançar a gestação tão sonhada com saúde e alegria.
A Síndrome da hiperestimulação ovariana (SHO) é uma complicação rara, iatrogênica para estimulação ovariana pela tecnologia de reprodução assistida. Esta síndrome é caracterizada pelo alargamento do ovário devido a vários cistos ovarianos e uma mudança de fluido aguda no espaço extravascular.
Após a indução de gonadotrofinas, a SHO se desenvolve vários dias após a recuperação dos ovócitos quando há altas doses de estímulo. As mulheres normalmente geram um óvulo por ciclo, mas altas doses de estímulo podem ajudá-las a produzir de 20 a 30 óvulos ou até mais. Por outro lado, mulheres que recebem médias ou baixas dosagens produzem de 8 a 15 ovócitos.
Altas doses de estimulação levam à SHO em 10% das pacientes de fertilização in vitro. Os ovários ficam inchados e pode vazar fluido no tórax e no abdômen. Os sintomas podem ser leves ou graves e, em casos raros, a SHO pode ser fatal
Fisiopatologia da Síndrome de hiperestimulação ovariana
Sua fisiopatologia relaciona-se ao extravasamento de fluidos do espaço intravascular para o espaço extravascular com acúmulo de líquidos, causando ascite, derrame pleural, pericárdico etc. O acúmulo de líquidos é associado a uma profunda depleção do volume intravascular e hemoconcentração.
Existe 2 formas clínicas principais da SHO. A precoce e tardia. A SHO precoce é induzida pelo hCG exógeno administrado para a maturação ovocitária final, ocorrendo geralmente dentro de 3-7 dias após o hCG e a tardia é induzida pela gravidez, ocorrendo em cerca de 12-17 dias após o hCG, e é desencadeada pelo hCG endógeno produzido pelo tecido embrionário.
Acredita-se que, com a ação do hCG na granulosa (camadas de células foliculares), ocorra a produção e liberação de substâncias vasoativas, como por exemplo, o VEGF (fator de crescimento vascular endotelial). Este tem ação em receptores endoteliais, levando ao aumento da permeabilidade vascular. Deste modo, quando se tem muitos folículos, a produção desse mediador estará muito aumentada e, portanto, ocorrerá um aumento importante da permeabilidade vascular.
Como prevenir a Síndrome de hiperestimulação ovariana?
A SHO é a complicação mais comum nos tratamentos de reprodução humana assistida, porém preocupante, principalmente quando a estimulação é realizada com doses exacerbadas de gonadotrofinas. Casos leves têm frequência de até 20%, moderados de 3-6% e em sua forma mais severa, ocorrem entre 0,5% e 2% dos ciclos de estimulação ovariana.
Contudo, a prevenção para a SHO deve passar por um bom planejamento da estimulação ovariana. Por isso, é muito importante escolher um bom especialista no assunto. Você deve se sentir segura ao iniciar o tratamento a fim de alcançar a gestação tão sonhada com saúde e alegria.
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